Santarém

Uma história de Liberdade

Esta cidade muito antiga teve contacto com Fenícios, Gregos e Cartagineses. A fundação da cidade de Santarém reporta à mitologia greco-romana e cristã, reconhecendo-se nos nomes de Habis e de Irene, as suas origens míticas. Os primeiros vestígios documentados da ocupação humana remontam ao século VIII a.C.

A população do povoado teria colaborado com os colonizadores romanos, quando estes aportaram à cidade em 138 a.C. Durante este período tornou-se no principal entreposto comercial do pelo rio Tejo e num dos mais importantes centros administrativos da província Lusitânia. Dos romanos recebeu o nome de Escálabis ou Scallabi castro. 

Passou para a posse dos mouros em 715, até que D. Afonso Henriques a conquista definitivamente em 1147, num golpe audacioso, perpetrado durante a noite com um escasso exército. Foi desde essa altura, sede da Ordem dos Templários, antes de esta passar para Tomar em 1180. 

 Aqui tiveram lugar vários acontecimentos históricos de relevo que a imortalizaram a cidade no tempo. 

Durante o reinado de D. Dinis, mais precisamente em 1319, realizou-se em Santarém o acto solene da aceitação da bula do Papa João XXII, que confirmou a constituição da Ordem de Cristo e para a qual transitaram os bens patrimoniais da extinta Ordem dos Templários. Este monarca faleceu em Santarém, em 1325. Nesse mesmo ano, com trinta e cinco anos de idade, foi coroado, nesta vila D. Afonso IV, filho de D. Dinis.

Em 1405, nasceram nesta vila os infantes D. João e D. Fernando, filhos de D. João I e de D. Filipa de Lencastre. Em 1477, D. João II foi aclamado rei, em 1580, D. António Prior do Crato e, em 1640, D João IV, Rei de Portugal, que restaura a independência sobre os espanhóis.
 
Santarém foi elevada à categoria de cidade por alvará de 24 de Dezembro de 1868, referendado pelo rei D. Luís I. 
 
Percorrendo a cidade encontramos pórticos e rosáceas, arcarias e frestas, janelas manuelinas, cunhais da renascença, escudetes afonsinos, torres, muralhas e portais, confundido o seu centro histórico entre jardins, ruas e calçadas.
 
É a capital do Gótico como está patente as suas rosáceas ricamente decoradas.